A Criança da Lua

O Recipiente da Lua

Na história retorcida da licantropia, o Recipiente da Lua emerge como um clímax assustador, um testemunho arrepiante do poder profundo da lua. Poucos vivem para testemunhar este fenômeno e menos ainda falam dele, pois não é apenas um símbolo da transformação final de um licantropo, mas também de uma união sobrenatural que transcende o reino dos pesadelos.

Um Recipiente da Lua não é mais o lobisomem rosnador da lenda, mas se torna algo muito mais assustador. Seu corpo incha, não com a força da fúria bestial, mas com a essência incubadora de uma entidade eldrítica gerada pela própria lua. A pele do Recipiente adquire um brilho pálido e luminoso, estranhamente reminiscentes do luar, e seus olhos são substituídos por escuridão infinita que parece capturar a vastidão do cosmos. Veias de prata se espalham por seu corpo, pulsando com uma energia sobrenatural. Sussurros suaves e enlouquecedores podem ser ouvidos em sua presença, falando de segredos não destinados aos ouvidos mortais.

Encontrar um Recipiente da Lua é testemunhar um evento profundo, uma rara confluência cosmológica onde a barreira entre nosso mundo e os mistérios do universo se torna um véu tênue. Diz-se que quando a criança eldrítica está pronta para nascer, o Recipiente da Lua ascende ao céu noturno, atraído por uma força invisível, deixando para trás um mundo que nunca entenderá verdadeiramente a profundidade do que perdeu ou ganhou.

art by @rafaellam
Elysium's Door